Encontrado o terreno seria necessário pagá-lo. Como iríamos fazer isso?
Começamos a pensar em várias possibilidades e a primeira delas foi a de vender o carro.
Isso aconteceu, acho que, no 2º trimestre de 2008. Fomos as concessionárias aqui da região para negociar.
Troca com troco
Seria assim: eu venderia o meu carro para eles e pegaria um 0km, daria uma parte do valor da venda como entrada e financiaria o resto. Eles chamam de "troca com troco". Pensei nessa alternativa, pois, os juros sobre o carro eram menores que os das financeiras/bancos.
Até aí legal, teria um carro novo (yes!) e pagaria menos juros. Idéia que logo não saiu da "possibilidade", pois, o valor que pagavam no meu carro seria bem inferior ao que eu estava imaginando. Só como exemplo, fui a um revendedor imaginando que poderiam pagar um pouco mais do resto do mercado (pois meu carro era do mesmo fabricante) e não foi bem assim.
Agora entendo como é difícil o vendedor pegar um carro usado de volta e ainda dar troco, apesar dos juros.
Financiamento
Logo procurei outro meio de pagamento, financiamento. O primeiro lugar que o brasileiro pensa quando quer um empréstimo para imóvel é a Caixa, pelas propagandas e "facilidades". Para mim foi pura ilusão, pois, fui até uma agência e perguntei sobre as exigências e facilidades. Tudo ia bem até eu falar que era terreno. Não poderia utilizar meu FGTS como parte de pagamentos e os juros eram diferenciados dos financiamentos para casa. Parece que hoje em dia pode-se utilizar este recurso (clique aqui para ler). Também procurei o Unibanco para saber se existia uma linha de crédito específica para imóveis. Não existia e os juros para o financiamento do terreno seguiria a de um empréstimo pessoal qualquer.
Consórcio
Então foi quando um amigo ofereceu um consórcio do Bradesco, com grande chance para dar um lance. Fui até a agência e acertei os papéis, o grupo já estava formado e as parcelas cabiam no bolso. Só entrei nesse meio de pagamento, pois, iria receber um dinheiro de prêmio nas participações de resultado no trabalho e tinha outro tanto guardado. Ótimo, lance vencedor no 2º mês.
Uma experiência como não-correntista do banco: muita burocracia após a contemplação. Não sei como é o processo para correntistas. Enfim, seria necessário para o processo toda essa papelada.
Outro detalhe, o banco só aceita o pagamento do lance em espécie, no "cacau". Tive que sacar o valor no banco onde tinha conta e levar. Processo não foi seguro, mas não tinha outra opção segundo o banco.
Depois de muito vai-e-vem para a legalização e acerto dos documentos do terreno estamos no último passo, eu espero, que é o acerto para o pagamento do terreno.
Durante este processo com o banco tivemos gastos com cópias autenticadas de documentos (comprador/vendedor) e para a vistoria do engenheiro do banco. Esse engenheiro foi até o local, fez algumas perguntas e paguei R$ 339 pela visita. Tive outros gastos como deslocamento ao banco, cópias simples, mas nada muito alto.
Nos próximos posts quero falar sobre alguns projetos e alguns materiais que tenho em vista. Espero, se possível, colocar conversas com arquitetos e engenheiros.
Até a próxima.
domingo, 17 de maio de 2009
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